Mas sabe, até que eu gosto dessa solidão programada. Nunca me esqueço do desespero que senti ao passar uma semana inteira ao lado do meu ex-namorado (droga, eu ainda não consigo me acostumar com essas denominações escrotas) e no fim dela me sentir tão sufocada ao ponto de querer terminar o namoro. Sabe, esse talvez seja um daqueles problemas sérios que a gente carrega pra vida inteira, o meu é ter a necessidade de me sentir sozinha. Pode ser coisa de criação, pode ser chatisse, mas quem vai lá entender as coisas da gente, não é mesmo?
Ah, sim, acabei de ver um episódio daqueles marcantes de House. As vezes gosto de me comparar a ele (não, eu não sou tão escrota quanto, só na teoria), mas digo isso pelo episódio em si. Era de uma menininha de 9 anos com câncer que pede pro médico bonitinho dar um beijo nela (até eu pediria, diga-se de passagem), e que no final do seu tratamento, em que sobrevive, vai lá e dá um abraço no tio Greg. Lindo. Ele nem se mexe. Eu sou exatamente assim. Meu deeeeeus, como é difícil expressar um sentimento. As pessoas poderiam se contentar em ler os olhos mais do que esperar abraços, mas não, parece que a maioria das pessoas que me cercam precisam dessas provas físicas de carinho. Ok, digo isso agora, eu sei que já reclamei muito dessa falta de carinho físico certa vez, mas vamos separar as coisas um pouco - entendam que eu sou tipo Dimension Anti-Caspa, 3 em 1.
Ao mesmo tempo que estou aqui falando do excesso de demonstração de carinhos físicos, estou pensando no abraço que dei num dia frio em alguém, ou no beijo na mão que dei sentada em um sofá ouvindo RPWL, ou até mesmo no "Eu te amo" que eu ouvi tarde demais (desculpa, desculpa...).
3 Vanessas. Aquela que sente calada, aquela que vive sonhando, aquela que faz sem pensar. Ainda não sei de qual eu gosto mais (ou se eu gosto de alguma).
"And I'll keep singin in your ear
with you I had the best years"
(será que uma das Vanessas já entendeu?)
Fico me perguntando se por acaso alguém que leia isso entenda realmente um pouco do que eu digo. As vezes penso se ele lê isso, meu deus, se ele ler isso, que vergonha. Mas desculpa, desculpa, eu não posso me limitar por isso... você sabe que eu não posso me limitar por nada... desculpa, desculpa...
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