Sabe, esse povo cheio das de ser poeta?
Que escreve num guardanapo sujo
de bar
com caneta
de garçom
E diz que é poesia.
Isso me enoja.
Ainda mais essas poesias marginais, cheias de vírgulas, metalinguagens, estruturas diferenciadas, aquela coisa meio bauhaus, misturada com sonetos clássicos e dadaísmos.
[desprezível
Ainda que fossem sinceras
daquelas que arrancam grito da alma
eu bem aceitaria.
Ou se falassem da vida
ou da morte
ou de amor
sem parecer letra de música pop romântica do século passado
Porque já não me basta ler tanto lixo
ainda tenho que engolir que é poesia.