quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Um brinde a 2009

Meu ultimo post na velha ortografia.
Um post bebado



SIm, estou completamente bebada.
Beijos, feliz 2009!!!!!!!

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Eu não quero a cor do verão.

Não adianta. Eu não vou colocar meu gigantesco biquini rosa-choque, pegar minha toalhinha e um óculos e sair em busca do bronzeado perfeito.
Não quero render-me à felicidade vermelha de ir pra debaixo do sol e virar minha bunda pra galera, pra que ela reflita a luz e mostre ao mundo que, como definiria o Orkut, eu sou "caucasian/white".
Quero continuar sem marquinhas, sem insolação, sem pele descascada. Não, não acho sexy a cor do verão: acho doentia e dolorida.
Vou, sim, continuar branca, transparente, mostrando minhas veias e artérias pra todos vocês.

O sol me odeia? 
Ótimo. Eu nem tchuns. Vão lá bronzear as canelas que eu to bem aqui, com meu Sundown 50.

domingo, 28 de dezembro de 2008

Promessas de final de ano.

É, é diferente de promessas de começo de ano. No começo de ano é tudo aquela renovação babaca (do tipo "prometo começar a estudar esloveno"), realizações absurdas (como "prometo casar-me com um holandês" ou "prometo nunca mais beber vodka vagabunda") e outras coisas dessas que a gente sempre fala que vai começar e nunca começa. Não, não vou prometer coisas de começo de ano. Vou prometer coisas de fim de ano, que são aquelas que eu já comecei e ferrei tudo no meio e tive que parar. Normalmente, essas coisas que a gente faz algumas pessoas chamam de "transformar momentos difíceis em sabedoria", mas eu costumo chamar esse monte de cagada de "merdas que eu fiz e não quero fazer de novo".

A primeira delas, certamente, é parar de guardar meus sentimentos pra mim. Quando eu amar alguém, vou gritar aos sete cantos que amo. Quando alguém me magoar, vou jogar na cara dela que me fez triste. Não vou ficar mais ouvindo Los Hermanos e pensando no que eu to sentindo como algo extra-corpóreo. Porque não é. Porque eu não tenho como controlar tudo o que eu sinto. Porque eu fiz isso uma vez e perdi a única pessoa do mundo que me amou sinceramente. 

A segunda, é trabalhar com disciplina. No máximo, 10 horas por dia. Eu não vou aguentar mais trabalhar todos os dias do mês, cerca de 12, 13 horas por dia. Mesmo que trabalho seja a única coisa que me mantém longe de meus problemas.

A terceira é parar de reclamar de tudo. 

A quarta, e não menos importante (talvez a mais importante de todas) é parar de beber coisas duvidosas em bares duvidosos. Principalmente se eu for voltar de metrô. 

Logo em seguida, em quinto lugar, é aperfeiçoar a arte de filar cigarros e cervejas de desconhecidos em dias de pindaíba. Isso salva noites.

Em sexto, quero prometer não me iludir mais e não esperar mais nada de ninguém. Não importa o quanto eu me importe, ninguém tá dando a mínima. E isso inclui homens, mulheres, cachorros e beija-flores. Mas MUUUITO mais homens.

A sétima colocada é obrigação cultural e profissional: OLHAR TODOS OS FILMES QUE A FERNANDA E A KARYNA ME RECOMENDAREM.

E finalmente, a oitava e talvez mais complicada... Não me apaixonar mais por gays, amigos impossíveis, pessoas que moram fora do perímetro da grande São Paulo e pessoas que namoram.





Se eu fizer metade dessas, tá bom já.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Esse não é um texto sobre o Natal.

Na verdade, não quero falar sobre nada.
Não quero acreditar em papai-noel, mas vivo na esperança de encontrar um bom velhinho que venha com um saco cheio de sonhos. O mesmo de quando eu era criança, o mesmo de quando meus sonhos eram bonecas e patins.
Não quero perder esse espírito fraternal do dia vinte e cinco, mesmo que pra mim ele só signifique dois quilos a mais na balança. 
Não quero mais viver buscando em todo momento um lampejo de felicidade pra motivar um sorriso. Por que as coisas boas chegam com sutilezas quase imperceptíveis? Por que a gente tem que procurar por ela em tudo, enquanto as frustrações chegam claras e piscando como luzinhas de natal?
Não quero mais ter que trabalhar pra esquecer meus problemas.
Não quero mais ter que gritar para que alguém me ouça.
Não quero ter que escrever textos no Natal por me sentir sozinha...

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

A Criatividade nos dias modernos.

(Não, eu NÃO estou inspirada ainda, mas preciso escrever isso aqui antes que a idéia me escape e morra dentro do carro da Livia)


Antes de tudo, vou contar um pouco sobre 2 pessoas muito peculiares. A primeira é a supracitada Livia Maria, uma amiga de infância a qual eu atribuo a responsabilidade pela minha concepção (pode fazer as contas, 21 de Abril até 15 de Janeiro, quantos meses??? heiiinnn??), cujo humor é algo absolutamente instável, solúvel e negro. A outra, no caso, sou eu, uma pessoa cheia de manias (como andar equilibrando-se no meio fio ou não comer com garfo de cor diferente da faca) que tem tem um humor inconstante, frágil e ácido. No fundo, somos farinha do mesmo saco.

Agora vem a parte poética da coisa. 
Digamos que aos 15 anos passamos a estudar no mesmo colégio. Até aquele momento, somente morávamos no mesmo prédio e comíamos diariamente um pacote de cheetos, um charge e um toddynho sentadas no hall esperando o Rê (que na verdade se chamava Paulo) entrar pela porta de vidro para apreciar toda a beleza fresca de um bixo de medicina da Unifesp. A partir de sua entrada no saudoso colégio Lumen Vitae (da luz da minha vida és farooool) passamos a dividir outras iguarias alimentícias (como casadinhos e coxinhas da Celinha) e, principalmente, dividíamos nossas agendas.

Sim. Aquele troço com dias marcados em que deveríamos anotar as provas... Que nas nossas mãos tornou-se o refúgio para a criatividade enjaulada e tolhida por pais e responsáveis. Logo passamos a precisar de mais espaço. Começamos a utilizar cadernos e escrevíamos, em forma de cartas, longos COMtos que envolviam desde bateristas sul africanos que socavam armários e gritavam "caraaaaaaalho" com a voz fanha, até as mais frustrantes (in) experiências com homens (que não passavam de meninos de 16 anos ou bateristas sulafricanos de 40).

O tempo foi se passando e as agendas e as cartas engordando, e nossa criatividade sempre gerando frutos de gosto amargo porém altamente digeríveis, e, como tudo que começa, acabou-se o colegial e, apesar de termos ido pra mesma faculdade (ô sina...), não mais estávamos na mesma classe, com o mesmo humor, com as mesmas frustrações amorosas e as mesmas coxinhas da Celinha.
Daí éramos estagiárias, praticamente sérias, e nas nossas agendas só cabiam palavras como "reunião de metas", "enrabada do chefe amanhã as 17:30" e "buscar holandês gostoso no aeroporto as 10h". Logicamente, como eu sempre fui uma fodida na vida, nunca busquei holandês nenhum, mas tomei enrabadas de chefe pelo menos uma vez por semana. 
Mas a moral da história é que o tempo passou e a gente foi perdendo aquela criatividade... aquele furor literário e artístico que nos impulsionava a escrever por horas e horas e horas um monte de merda (que lendo, hoje, realmente são excertos geniais para duas mocinhas de 16 anos filhinhas de papai) e acabamos hoje em dia desperdiçando nossa genialidade entre nós, hora sentadas numa mesa de bar falando da vida e estourando bolhiiiinhas de garrafas de cerveja, ou comendo um lanche do mc donalds enquanto esperamos dar a hora do filme (pra ter que ficar o menor tempo o possível ouvindo a maldita rádio trama cinemark "um banquinho e um violão - e uma cuíca").


Hoje em dia, nosso humor é mau-humor.


Mas quer saber? Ainda somos gênios. Mesmo que incompreendidos.

Ra ra ra.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Pra não acharem que eu morri

Eu to numa real crise de criatividade literária. Muita coisa na cabeça, entre problemas e soluções.
Mas tudo está dando certo.
Tudo dará certo.

No final das contas, acho que eu to bem. E, como todo mundo sabe, eu só sou criativa quando to na fossa.

Quando surgir uma história legal eu posto aqui. Beijos.