quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Minguante

Vazio.
O caminho torto, onde traço passos no escuro
descreve notas surdas.

Silêncio.
Ecos passeiam pelas árvores
suspirando medo e alívio.

A lua doente de icterícia.

[poemas presos no vazio da gramática]

Este céu nunca foi meu.
É da lua e seus caminhos.
Passos dados nunca voltam.

É o mesmo céu de ontem, sem palavras ou destino
sou quarto-crescente sob a lua minguante.

[saudade presa no vazio dos poemas]










Essa é uma releitura de um paragrafozinho bem besta que escrevi com uns 17 anos, mas que faz muito mais sentido hoje em dia. Achei perdido no caderno de anotações do meu trabalho.

crise criativa e outras desculpas

to cansada, muito trabalho, cabeça cheia, preciso descansar.

não tenho inspiração pra nenhuma linha mais, to achando que vou entrar em recesso mental.

abraço a todos, talvez no meio tempo eu mande alguma coisa que ficou perdida em algum caderno velho.
ah, feliz 2011. =)

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Se eu pudesse, eu parava de pensar.






(Lembranças são poeira de vidro que entram pela janela quando o céu fica cor-de-rosa, como se fossem contas de brilhante embrulhadas em fiapos de memória.)