O caminho torto, onde traço passos no escuro
descreve notas surdas.
Silêncio.
Ecos passeiam pelas árvores
suspirando medo e alívio.
A lua doente de icterícia.
[poemas presos no vazio da gramática]
Este céu nunca foi meu.
É da lua e seus caminhos.
Passos dados nunca voltam.
É o mesmo céu de ontem, sem palavras ou destino
sou quarto-crescente sob a lua minguante.
[saudade presa no vazio dos poemas]
Essa é uma releitura de um paragrafozinho bem besta que escrevi com uns 17 anos, mas que faz muito mais sentido hoje em dia. Achei perdido no caderno de anotações do meu trabalho.