Pra mim eles sempre foram estúpidos. Não tão estúpidos quanto um peixe beta, mas imensamente estúpidos. Para chegar a essa conclusão, precisei viver 24 anos e passar 10 minutos sentada no chão de uma rodoviária analisando um pombo doente ciscando o chão de cimento em busca de sujeira pra engolir.
Que nojo.
Só não me dá mais nojo do que as injustiças da vida e barulho de baba.
Digo, injustiças da vida não propriamente ditas como aquelas fatídicas, tipo fome na África ou guerra no Iraque, tô falando as injustiças palpáveis, aquelas que me afetam diretamente, tipo um vídeo de minhocas que usam cachecóis, um regime que não produz resultados, uma oportunidade de emprego que eu sempre quis exigindo DRT.
O barulho de baba não tem variantes.
Falemos então da regulamentação da profissão de vídeo, sintetizada em uma série aleatória de dígitos numéricos que caracterizam seu DRT.
- Inútil. Necessariamente inútil. Tipo os pombos.
Então eu não aguentava mais aquele inferno de vídeo de minhocas que pulam e beijam o lado errado da sua paquera anelídica, e fui lá fora espairecer, pitar um café e puxar papo com a telefonista, alguém que te sorri de graça. Enquanto isso, no telhado, um pombo ridiculamente gordo fazia seu vôo de fim de tarde, sorridente por ter como obrigação a necessidade de comer, voar e defecar onde bem entendesse (vulgo = aquela tua jaqueta branca).
E diante dessa cena repugnante eu cometi o maior erro da minha vida.
Como eu sei que ultimamente os seres humanos andam muito preocupados com o tempo (ainda não sei se com a sobra ou falta do mesmo, uma vez que quando não o temos é porque estamos fazendo alguma coisa e quando nos sobra é porque queríamos estar fazendo alguma coisa) e que a porcentagem de pessoas hipertensas, cardíacas, obesas, catarrentas e curiosas é bem grande, contarei o final dessa história sem maiores enrolações.
O maior erro da minha vida foi ter considerado a possibilidade de ser um pombo para conseguir ser feliz. Oras! Há menos de um mês eu estava lá sentada no chão da plataforma 40 pedindo a alguém, que podia ser deus se quisesse, pra exterminar toda essa raça doentia de bichos asquerosos que só prestam pra comer e cagar, e pronto, agora só porque eu não conseguia fazer uma porcaria de animação imbecil de uma minhoca com retardo mental e miopia, considerei reduzir-me ao pó da existência na Terra!
Não, não há conclusão plausível pra tamanho erro.
O fato é que a copa do mundo não é nossa, a Elisa foi desossada, os rotweillers estão alimentados, o storyboard ficou pela metade, o Diego já deve estar no sul e não tomou nenhuma cerveja comigo, faz um mês que faço um regime e não tenho resultados, San Francisco é muito longe e eu não tenho tempo. E só pra constar, hoje ri de uma piada na Praça é Nossa.
Mas e você, o que acha dos pombos?
E você?
5 comentários:
Odeio pombos. Ratos com asas. Odeio Ratos. Odeio não ter tempo. Odeio ter ódio. Droga...
ahhhh num creo q vc apagou seu formspringgggg... e agola, ondi voh zuah c minha kelidinha vannnnnnnnnnn kkkkkk vc n tem escapatópria, QUERIDA< mecheu com o q não era seu... agora vai pasta em outro lugar kkkkkk vaquinhaa
eu gosto de pombos pelo simples fato de que as pessoas não gostam de pombos e eu não gosto das pessoas.
quem trabalha com áudio não pode se dar ao direito de ter nojo de barulho de baba... ¬¬ vou te mandar uma mix! áh, quem é esse ser analfabeto te xingando??? oO
Ah, não seja tão injusta com os pombos! Nós é quem conferimos sentido a quem eles são! :P
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