sexta-feira, 29 de abril de 2011

Não gosto de poesia.

Sabe, esse povo cheio das de ser poeta?
Que escreve num guardanapo sujo
de bar
com caneta
de garçom
E diz que é poesia.

Isso me enoja.

Ainda mais essas poesias marginais, cheias de vírgulas, metalinguagens, estruturas diferenciadas, aquela coisa meio bauhaus, misturada com sonetos clássicos e dadaísmos.
[desprezível

Ainda que fossem sinceras
daquelas que arrancam grito da alma
eu bem aceitaria.

Ou se falassem da vida
ou da morte
ou de amor
sem parecer letra de música pop romântica do século passado

Porque já não me basta ler tanto lixo
ainda tenho que engolir que é poesia.

3 comentários:

Heather disse...

O problema maior, dos que acreditam ser poetas, é achar que só se vive de amor...

Flávia

Bazófias e Discrepâncias de um certo diverso disse...

Eu acho ótimo! Muito melhor que fumar crack, por exemplo.

:P

Diegonzo disse...

Me lembrou aquela obra prima do Charlie Brown Jr: "eu não sei fazer poesia, mas que se foda"