Fazia uns 6 meses desde a última vez que deixei o grande portão Mackenzista carregando um canudo vazio vermelho e dourado e uma mini-bíblia sagrada, gritando que nem uma gralha "ACABOU ACABOU ACABOU", quase sentindo todo o fio da felicidade tecendo os grupos musculares de meu corpinho.
Daí ontem me pego entrando pelo mesmo portão que saí. Pra ver a colação da Dani Luck, nossa honrosa amiga a quem daria um braço se fosse necessário. Momento grande esse. Ela vinha esperando por ele há uns... 7 anos? Coisa assim.
Isso aí me fez ver algumas coisas que eu sempre soube, mas enjaulava no meio de meu coração de pedra, só pra fingir que eu sou durona e muuuito má. É, eu amava aquela faculdade idiota.
Foi só o portãozinho e todas as lembranças me vieram a tona, como um soco na cara. Todas as loucuras que já fiz, disfarçada embaixo dos meus cabelos, pra conseguir presenças, terminar trabalhos, tomar cervejas ou cafés expressos, ou simplesmente relaxar a cabeça depois de me ferrar por algum motivo acadêmico.
E outra coisa me pegou de jeito - de fato, a maioria das pessoas que você conhece na faculdade, existem só lá. Até minhas melhores amigas de classe eu passei quase 6 meses sem ver. Imagina os amigos opcionais...
Daí foi isso. Cheguei, fui até o Ruy Barbosa, fiquei de pé e vi a Dona Esmeralda, cheia de curvas e imponência como sempre, fazendo o juramento que fiz há 6 meses. E no meio de um dos discursos, disse "haverão momentos difíceis, e momentos em que você pensará em desistir, e esses serão os momentos que os transformarão em grandes profissionais".
Neste momento só consegui pensar em duas coisas: eu sou uma profissional gigante - frustrações profissionais engordam.
Eu sempre detestei a Esmeralda, mas me emocionei com o discurso dela. Muito. E se ela está onde está até hoje, é porque deve realmente ser alguém competente. E grande. [sic]
E daí eu chorei. Chorei, mas chorei tanto que tive que tirar os óculos. Era de saudade, de emoção, de medo, de responsabilidade, de frustração, de felicidade e tristeza também.
Mas é assim que o mundo funciona, não? Misturando nossos sentimentos e jogando-os em nossa cara.
Ah, sim, e pra finalizar, descobri que o High School Musical Brasil gravou um clipe na escadaria do prédio de D.I. e Arquitetura. Sempre foi uma delícia chacotear esses nossos companheiros de orientação sexual indefinida, e agora terei mais uma carta na manga! EBA!
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