Dessa vez fora tão real que deu medo. Encostou a cabeça no travesseiro com raiva. O gosto amargo que não conseguia tirar da boca. "Uma mulher como você", uma mulher como ela, que nem com todos os oráculos do mundo conseguiria definir exatamente o modo. Perguntou a algum amigo "como é uma mulher como eu" e quase não conseguiu disfarçar a modéstia. Ela era diferente, com certeza, mas não tanto. E foi dormir com raiva e frustração, mais uma vez.
E de dentro de um carro ele surgiu, e ela o puxou pela cintura. E como passou as mãos por suas costas não se fazia com amigos. Beijou-a. Apaixonadamente, daquele jeito que não se beijam amigos.
Na boca o gosto amargo da frustração. Gosto de Noripurum Fólico.
E acordou, mais uma vez, com medo de onde tudo isso chegaria. Mesmo que inegavelmente, nunca sairia do plano dos sonhos.
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