quarta-feira, 18 de março de 2009

Uma nova história.

Estou com grandes histórias na cabeça, mas devido a uma crise depressiva que logo descobri que não passava de mais uma terrível TPM, não consigo organizar as idéias e transformá-las em algo contável. 
Digamos que tenho as situações. Em uma das histórias, um maníaco depressivo morre vítima de uma intoxicação não planejada de rivotril misturada a uísque barato. O cara vira um fantasma teimoso e aborrecido por ter tido uma morte jacu, e resolve sair por aí assombrando suas antigas companheiras de bar que não obteve a oportunidade de ver nua, e o faz durante a noite quando as mesmas vestem pequeníssimos trajes de dormir e pantufas de pelúcia.
Na outra história, quero contar sobre a paixão platônica de um flamingo por um escritor grisalho, saudável e de estatura baixa, porém muito sexy e romântico. Ambos são viciados em amendoim, e seguindo sua tradição milenar de dar amendoins aos flamingos do Viveiro Manequinho Lopes, teve o pássaro sua paixão nutrida por muito óleo, casquinha e calorias.
Daí tem mais uma, que me perturba faz tempo. Fala de uma prostituta baixinha e desfavorecida fisicamente, que cultiva um fungo de cor laranja no casco de uma árvore em frente ao bordel que trabalha. Fungo laranja esse que é alvo de uma curiosa fascinação de Emengarda Celestina, uma ex-gorda, bipolar, com problemas de interação social e viciada em biscoitos Club Social sabor Ervas Finas. Nesse conto, Emengarda Celestina toma um chá feito com esse fungo laranja e começa a conversar com um flamingo apaixonado, enquanto um semi-suicida atravessa a parede dry-wall de seu quarto.
- Emengarda Celestina, porra, que merda de calcinha bege gigante é essa???
- Oh! Eu lá ia saber que você resolveria me assombrar logo hoje, Ramón Ramirez?
- Sei lá, você costumava estar preparada, depilada, cheirosinha...
- Eu to cheirosa, seu fantasma insípido.
- Olha o respeeeeito, não é porque eu to morto que você pode me tratar como qualquer um. Além do mais isso é um despautério, enquanto a gente era fucker-friend, você era uma gordinha e agora tá tri gostosa.
- Ah, Ramón Ramirez... depois que você morreu, eu fiquei meio carente, comecei a comer demais e fui parar numa academia. Lá me apaixonei pelo Ronaldo. Ele é meio anencéfalo, gosta de Guns'n'Roses, mas tem os ombros mais lindos de todo o universo.
- Lindo? - intromete-se o flamingo - Você vê beleza em cada besteira, Emengarda Celestina. Lindo mesmo é o amor que tenho pelo Rogério Herberto. Ele sim, é capaz de me oferecer compreensão, carinho e amendoins. Ele enxuga as lágrimas depositadas pela humanidade neste pobre flamingo solitário, que vaga pelos céus paulistanos como um urubu cor-de-rosa. Sem contar, Emengarda Celestina, que tudo o que ele me pede em troca é um olhar sincero.

Silêncio.

- Tá, beleza flamingo, agora me diga Ramón Ramirez, foi mesmo um acidente?
- VOCÊ ACHA QUE EU TENTARIA ME MATAR COM UÍSQUE BARATO?
- Sei lá, você sempre foi meio bukowskiano, eu não duvidaria.
- Fato. 
- ...
- ...
- Mas o Rogério Erb...
- CALA A BOCA, FLAMINGO CHORÃO.

E depois disso, talvez terminar a história com o escritor deixando o flamingo para viver junto de Emengarda Celestina, que largou Ronaldo depois de ele ter admitido gostar da música Hotel California e Caetano Veloso. Ronaldo, por sua vez, acabou virando amante de Margarida de Souza Morgado, que ainda não havia entrado na história, mas era uma senhora influente e super malhada.
Ramón Ramirez continuava errante, e até o momento em que essa história foi finalizada, fazia amor com a prostituta baixinha e desfavorecida sexualmente, só por diversão mesmo.

2 comentários:

Diegonzo disse...

começou bem, empolgante... depois foi descaracterizando tudo, ficou parendo novela mexicana (admito que o ramon ramirez ajudou).
eu acho que tu escreve bem, mas não admito que não saiba escrever BUKOWSKI e nem tenha lido nada do velho safado. Van, vai criar vergonha nessa tua cara!
besos

Dai Die disse...

As melhores risadas (únicas?) da semana! ;)